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O que é Ansiedade?

Atualizado: 9 de jul. de 2020



A ansiedade é uma emoção normal ao ser humano, e surge comumente ao enfrentarmos situações estressantes. Porém, a ansiedade excessiva pode se tornar uma doença (CID 10 F41.1), como o transtorno de ansiedade generalizada, fazendo com que sintamos preocupação e medo extremo diante de situações simples da rotina.


Relação entre medo e ansiedade

A ansiedade é algo muito próximo da preocupação. E preocupação nada mais é do que um aspecto do medo, um temor de que as coisas não saiam como nós gostaríamos. Todos esses componentes são necessários para a nossa evolução e sobrevivência. Entretanto, o que não pode ocorrer é um exagero de qualquer um deles.

O tempo prolongado de ansiedade (a chamada ansiedade crônica) aumenta o nível de tensão e o estresse interno e pode levar ao surgimento do medo específico ou até mesmo irreal.


Instinto básico de fugir ou lutar

A ansiedade é, basicamente, uma resposta do corpo vinda do sistema nervoso autônomo, que age independente do nosso pensamento racional, como um reflexo.


Ele tem a porção simpática, que tem reações de resposta ao estresse, preparando o corpo para fugir ou lutar em uma situação de perigo.

Isso ocorre com a liberação de adrenalina, que causa reações como:

  • Acelerar os batimentos cardíacos e contrair os vasos sanguíneos, para levar o sangue mais rapidamente

  • Dilatar os brônquios, para aumentar a respiração e o consumo de oxigênio

  • Diminuir a motilidade do intestino, para guardar energia para outras ações

  • Dilatar as pupilas, para melhorar a visão mesmo em pouca luz

  • Aumentar a liberação da glicose no sangue, para dar mais energia às células.

A liberação do cortisol também ocorre neste processo, o que traz alguns outros impactos ao corpo, como aumento da gordura corporal, inibição do muco da parede gástrica e trazendo fadiga ao cérebro.


Sintomas de Ansiedade

A ansiedade e seus transtornos podem causar sintomas tanto mentais quanto físicos, que atrapalham o dia a dia de diversas formas. Veja quais são os principais:

Sintomas psicológicos da ansiedade

  • Constante tensão ou nervosismo

  • Sensação de que algo ruim vai acontecer

  • Problemas de concentração

  • Medo constante

  • Descontrole sobre os pensamentos, principalmente dificuldade em esquecer o objeto de tensão

  • Preocupação exagerada em comparação com a realidade

  • Problemas para dormir

  • Irritabilidade

  • Agitação dos braços e pernas.

Sintomas físicos da ansiedade

  • Dor ou aperto no peito e aumento das batidas do coração

  • Respiração ofegante ou falta de ar

  • Aumento do suor

  • Tremores nas mãos ou outras partes do corpo

  • Sensação de fraqueza ou fadiga

  • Boca seca

  • Mãos e pés frios ou suados

  • Náusea

  • Tensão muscular

  • Dor de barriga ou diarreia


Crises de ansiedade de ataques do coração


A ansiedade causa sintomas como taquicardia, tontura e dor física, semelhantes aos de doenças cardiovasculares. Por isso, muitas pessoas acabam sendo hospitalizadas durante os picos do distúrbio emocional.

Tipos


Existem diversos tipos de distúrbios de ansiedade. Os mais comuns são:


Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

O transtorno de ansiedade generalizada (CID 10 - F41.1)(conhecido pela sigla TAG) ocorre quando a ansiedade persiste por longos períodos de tempo e passa a interferir nas atividades do dia a dia.

O principal sintoma do quadro é a “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”.


Síndrome do pânico

A síndrome do pânico (CID 10 - F41.0) é um tipo de transtorno de ansiedade no qual ocorrem crises inesperadas de desespero e medo intenso de que algo ruim aconteça, mesmo que não haja motivo algum para isso ou sinais de perigo iminente.

Quem sofre do síndrome do pânico sofre crises de medo agudo de modo recorrente e inesperado. Além disso, as crises são seguidas de preocupação persistente com a possibilidade de ter novos ataques e com as consequências desses ataques, seja dificultando a rotina do dia a dia, seja por medo de perder o controle, enlouquecer ou ter um ataque no coração.


Fobia social

Esse distúrbio é caracterizado pelo extremo desconforto e pavor com situações sociais como ambientes novos, desconhecidos e cheios de pessoas estranhas; encontros sociais; falar em público; e outras situações do tipo.

São pessoas que ficam apavoradas com a ideia de ir a uma festa ou a qualquer outro evento social, pessoas que, de tanto medo que sentem, muitas vezes chegam ao ponto de evitar todo e qualquer tipo de contato social.

Esse comportamento é característico de um distúrbio conhecido popularmente como fobia social, ou transtorno da ansiedade social.


Fobias específicas

A fobia é um medo persistente e irracional de um determinado objeto, animal, atividade ou situação que represente pouco ou nenhum perigo real, mas que, mesmo assim, provoca ansiedade extrema.


A fobia não segue uma lógica propriamente dita, e a ansiedade nesses casos é incoerente com o perigo real que aquilo representa.

Existem diversos tipos, como:

  • Claustrofobia - medo de lugares fechados

  • Aracnofobia - medo de aranhas

  • Agorafobia - medo de ficar sozinho em lugares amplos ou públicos

  • Acrofobia - medo de altura

  • Aicmofobia - medo de agulhas

  • Catsaridafobia - medo de barata

  • Coulrofobia - medo de palhaços.

Transtorno obsessivo compulsivo (TOC)

O transtorno obsessivo-compulsivo (CID 10 - F42), conhecido popularmente pela sigla TOC, é um distúrbio psiquiátrico de ansiedade. Sua principal característica é a presença de crises recorrentes de pensamentos obsessivos, intrusivos e em alguns casos comportamentos compulsivos e repetitivos.

Analogicamente falando, uma pessoa com TOC é como um disco riscado, que repete sempre o mesmo ponto daquilo que está gravado. Pacientes com este transtorno sofrem com imagens e pensamentos que os invadem insistentemente e, muitas vezes, sem que consiga controlá-los ou bloqueá-los.

Para essas pessoas, a única forma de controlar esses pensamentos e aliviar ansiedade que eles provocam é por meio de rituais repetitivos, que podem muitas vezes ocupar o dia inteiro e trazer consequências negativas na vida social, profissional e pessoal.


Transtorno de estresse pós-traumático

O transtorno do estresse pós-traumático (CID 10 F43.1)(TEPT) pode ser definido como um distúrbio da ansiedade caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais.


Esse quadro ocorre devido à pessoa ter sido vítima ou testemunha de atos violentos ou de situações traumáticas que representaram ameaça à sua vida ou à vida de terceiros. Quando ele se recorda do fato, revive o episódio como se estivesse ocorrendo naquele momento e com a mesma sensação de dor e sofrimento vivido na primeira vez.

Essa recordação, conhecida como revivescência, desencadeia alterações neurofisiológicas e mentais.


Ansiedade noturna

A ansiedade noturna está relacionada à privação de sono, reduzindo a qualidade de vida de quem sofre com o problema.

De acordo com informações da Associação de Ansiedade e Depressão da América (ADAA), 50% dos adultos afirmam experienciar maiores níveis do distúrbio emocional durante a noite.

Para muitas pessoas, a hora de dormir pode ser o único momento em que é possível refletir sobre a rotina. Por conta disso, tendemos a pensar em preocupações e antecipar o que devemos fazer no dia seguinte.

Consequentemente, nossa mente entende o momento de deitar-se na cama como um fator estressante, o que aumenta nossos níveis de adrenalina no período noturno, e impossibilita o sono.


Causas

Não se sabe ao certo por que algumas pessoas são mais propensas à ansiedade descontrolada do que outras. Alguns dos fatores que podem estar envolvidos nisso são:

  • Genética, ou seja, histórico familiar de transtornos de ansiedade

  • Ambiente, por exemplo passar por algum evento traumático ou estressante

  • Mentalidade ou modelo de pensamento, ou seja, a forma como a pessoa estrutura seus pensamentos ou linhas de raciocínio e, consequentemente, encara as situações do dia a dia

  • Doenças físicas.

Fatores de risco

Algumas pessoas são mais propensas a terem distúrbios de ansiedade. Os principais fatores de risco são:

  • Eventos traumáticos na infância ou mesmo vida adulta

  • Estresse relacionado a doenças físicas sérias

  • Acúmulo de estresse

  • Tipo de personalidade, já que algumas pessoas tem uma personalidade naturalmente ansiosa, como os perfeccionistas e os controladores

  • Abuso de substâncias, como álcool, cigarro e drogas ilícitas.


Tratamento de Ansiedade

Caso a ansiedade excessiva esteja relacionada a uma doença física, seu tratamento adequado já trará alívio dos sintomas.

Controle a ansiedade

Caso a ansiedade excessiva esteja relacionada a uma doença física, seu tratamento adequado já trará alívio dos sintomas.

Controle a ansiedade

No entanto, se o paciente sofre de algum transtornos de ansiedade, o tratamento pode envolver diversas abordagens:

Algumas abordagens são mais recomendadas, como:



Psicoterapia

A psicoterapia com um psicólogo pode ajudar o paciente a entender os fatores do dia a dia que desencadeiam sua ansiedade, reduzir seus sintomas e trabalhar os eventos que o levaram a desenvolver este problema.

Psicanálise freudiana: O autoconhecimento é a chave desse tipo de psicanálise, baseada no pensamento de Freud. Ela foca o inconsciente e traz seus problemas para o consciente. Normalmente o profissional não faz um direcionamento, deixando com que a pessoa decida sobre o que quer falar. No caso da ansiedade, ela é interessante para entender as raízes dos pensamentos ansiosos.

Psicanálise junguiana: Ela leva em consideração "o inconsciente, o que é reprimido e tratá-lo através de símbolos, imagens oníricas, usando os sonhos como método de análise", diferencia a psicanalista Priscila. Também está mais ligada à busca pelo autoconhecimento e a recuperação da própria essência, mas também pode tratar depressão, ansiedade e encontrar a raiz desses problemas.

Psicanálise lacaniana: Nessa abordagem há associação livre de palavras e é através da linguagem que chegamos ao núcleo do ser.

Gestalt: É considerada uma terapia holística, justamente por levar em conta o todo das situações. Ela sempre examina o paciente as relações no que está em torno, o foco é trabalhar a pessoa no ambiente onde ela está, mas fazer com que ela se afaste da situação para ter a noção do todo. Essa análise é feita baseado na conversa, mas o profissional vai direcionando o diálogo e fazendo perguntas, pedindo descrições do papel de cada um nas situações e tecendo considerações.

Terapia cognitivo-comportamental: Mais conhecida como TCC, ela se foca em problemas específicos e na melhor forma de saná-los. Seu principal foco está na resolução de traumas, apesar de servir para outros tipos de problemas. Funciona bem com fobias e com o tratamento do TOC.


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